sexta-feira, 24 de abril de 2009

"Não se afobe não que nada é pra já..."

---------------------Vik Muniz- Dietrich feita em diamantes-------------------


Escrevendo da varanda de casa! Maravilha.

Materializem: moro em Salvador, está um dia sereno, tenho uma varanda enorme no ap que me dá um prazer incrível só de olhar a vida através dela. Imaginem então: escrever nela. Venho por meio dessas mal traçadas linhas dizer que: mooooooooooorram de inveja! Mas o objetivo final nem é fazer com que desfaleçam pela minha varanda... mesmo porque a bendita nem é minha de fato, alugada e em breve terei que partir de mudança. Aaaaaaaaaaaaaaaaah como odeio mudanças. De apartamento, óbvio. Muito trabalho, mas o final é tão bonitinho. Geralmente gosto mais do novo apartamento que do antigo.

Mas, voltando ao objetivo do texto, ou o tentando fazer.
Pra falar de amor. Mais uma vez? Será que mulher só sabe falar de amor?
Respondo: não, não e não. Sei falar de tantas outras coisas, tantas e tantas que a rouquidão me afeta. Nem é por ser uma tagarela, mas por criticar absurdos e elogiar predicados com intensidade de um furacão. Mas escrever, escrever é um ato maior do que falar, pura mágica. O que acontece, caríssimos, é que a crise mundial é tão pouco inspirativa, Obama é tão pouco poético, a Amazônia continua sendo devastada, os índios desrespeitados sem poder sequer acreditar mais em pajé, as enchetes e desertificações estão aí pra quem quiser ver. Mas nada se compara à música, à arte, Vik Muniz e sua frase"demorei 20 anos para me tornar famoso da noite pro dia", à poesia e ao amor.
Vinha sendo apartidária ao amoreco, amorzinho, love, forever mas mudo de idéia facilmente a respeito. Reluto, bato o pé no chão com força, birra, que não quero não quero e não quero. Aí vem Fran e escreve sobre a paixonite como montanha Russa, o acaso, que nem se nota, coloca um vídeo de Regina Spektor com uma música que ficou breguinha breguinha graças à insistência em tocar incansáveis vezes na novela.

Aí vêm a sexta-feira, o crepúsculo, mais músicas de Regina Spektor pra conhecer, a borboleta que entra pela varanda, a flor branquinha que brotou no jardim e nem fui eu quem plantou, o vinho... o vinho.

Me Rendo! Tá, pode levar! Vou, vou sim! Onde fica essa Montanha Russa?
Roteirista! Meu chapa, cadê a estabilidade da montanha Russa? É seguro? Retoca aqui a maquiagem por favor! Preciso estar bonitinha e preparada pra encarar isso novamente.

O amor, l’amour, amore. Por ele guerras atrozes, paz duradoura, sono tranqüilo, insônias seguidas, olheiras e a mais bela pele de todos os tempos.

Roteiristaaaaaaaaaaaaaa! Sem inércia por favor.

Gracias.

Mas calma, calma... amanhã pode ser que eu mude de idéia mais uma vez.

Um comentário:

Franzinha disse...

hahhahahaha... Bem vinda ao clichê, bem vinda a breguice e, mais uma vez, às tão repetitivas escritas de amor - "todas as cartas de amor são tolas"... ou não são?
Vjo vc no up, no down, no loop... amigo taí pra isso! rs
Beijos